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13 de ago. de 2015

Aprendendo com a Disney

Recebi por e-mail, achei interessante:
Certa vez eu estava com meus filhos visitando a Disneyworld, em Orlando, quando percebemos que meu filho mais velho, na época com sete anos, havia perdido um boné recém-comprado. Perguntamos a um jardineiro que estava próximo se ele sabia onde era a sessão de “achados e perdidos”. O homem parou de limpar o jardim e nos levou a uma das lojas próximas que vendiam bonés. Chegando lá pediu para meu filho mostrar o modelo de boné que havia perdido. Meu filho mostrou. O funcionário puxou um bloquinho de cupons da Disney do bolso traseiro e comprou um boné novo para o meu filho. “Um presente do Mickey. Vocês estão aqui para passar bons momentos, então, façam isso”, disse-nos com um sorriso.
No jargão técnico, isso se chama “empowerment” que numa tradução horrível significa “empoderamento” da linha-de-frente. Quantos gerentes (não jardineiros, gerentes) você conhece que têm essa autonomia? Agora faz a conta: um boné custa $2, $3 e eles vendem por $9,99. Compensa? Sem dúvida!
Já contei essa história para pelo menos 100.000 pessoas em palestras, artigos e seminários nos últimos 15 anos (meu filho hoje tem 22). A questão é: como contratar esse tipo de funcionário? Como treiná-lo? Como garantir que ele não vai vender os cupons para algum cambista e acabar com o estoque de bonés? Bom, a Disney tem alguns processos interessantes para isso.
Recentemente, uma pessoa, amiga de um conhecido meu, se candidatou para compor a equipe da Disney no Brasil e foi chamada para uma entrevista. Alguns dias depois recebeu uma carta muito gentil que, em resumo, dizia o seguinte: você demostrou muitas habilidades importantes para esse cargo e o seu desempenho na avaliação técnica foi acima da média, o que certamente lhe garantirá boas chances de colocação profissional, mas não na Disney. Você não cumprimentou a maioria das pessoas que passaram por você, incluindo faxineiros, mensageiros e outros candidatos que cruzaram com você no salão de espera, e isso é algo que nós damos mais importância do que as habilidades técnicas. Boa sorte

10 de jan. de 2013

Santo em tempo recorde


O falecido Papa João Paulo II, morto em 2005, se tornará santo em tempo recorde. O processo de canonização geralmente demora de 20 a 40 anos após a morte do candidato para se concretizar, mas no caso de João Paulo II este tempo deve ser bem menor.

Alguns dados referentes a este processo:
* Na dia de seu funeral inúmeros fiéis seguravam faixas com os dizeres: "Santidade imediata";
* Um mês após a sua morte o novo Papa Bento XVI entrou com o pedido de beatificação, que em geral ocorre após cinco anos do falecimento;
* Após a atribuição de um milagre o Papa João Paulo II foi beatificado no dia 01/05/2011, numa cerimônia com mais de 1 milhão de pessoas que lotaram a praça São Pedro.

A partir destas etapas é necessário apenas a validação de mais um milagre para se tornar um santo  pela igreja católica. Prefeito Emérito da Congregação dos Bispos, Cardeal Giovanni Battista Re, se manifestou dizendo que as etapas finais do processo estão bem encaminhadas e disse ainda que se a canonização não ocorrer em 2013, com certeza ocorrerá em 2014.

Óbvio que como protestante não dou muita atenção para estes fatos, pois não encontram amparo nenhum nas escrituras sagradas. Como batista respeito a liberdade de religião e, sobretudo, a liberdade do indivíduo. Mas me sinto à vontade para emitir alguma opinião e para analisar o fenômeno religioso em si.

Na ultima década a igreja católica passou por muitas dificuldades. Perdeu um número considerável de fiéis, foi alvo de inúmeros escândalos envolvendo padres por todo o mundo, se dividiu internamente, perdeu a capacidade de dialogar com seus jovens e têm adotado posicionamentos conservadores que também a impedem de dialogar com a sociedade como um todo. Enfim não tem sido nada fácil manter sua hegemonia histórica.

Numa situação como essa nada melhor do que tentar ressuscitar a memória daquele que foi seu líder mais carismático, João Paulo II. Fazer dele um "super-homem", um santo, e sobre a sua figura tentar avivar o catolicismo. Isso explica o motivo deste processo de canonização tão rápido, apenas como comparação o tempo que será gasto para canonização de João Paulo II pela igreja católica é menor do que o tempo gasto para se formar e ordenar um padre, processo que dura em média de 9 a 11 anos.

Esta canonização é apenas parte de uma série de ações que estão sendo tomadas pela igreja católica para tentar retomar sua supremacia, ou pelo menos parte dela. Outra ação que está próxima de acontecer é a JMJ, Jornada Mundial da Juventude, que foi criada também pelo Papa João Paulo II em 1985, e consiste numa reunião de milhões de pessoas católicas, sobretudo jovens. A JMJ estará no Brasil entre os dias 23 a 28 de Julho de 2013. Esta JMJ é sem dúvida uma das mais importantes desde sua criação, uma vez que ocorrerá na América do Sul e, sobretudo no Brasil, um dos países em que o catolicismo mais foi afetado nos últimos anos.

A agenda do Papa Bento XVI para a JMJ está definida desde o final de 2012. O evento mais significativo de sua passagem pelo país se dará na celebração da missa na base da força aérea em Santa Cruz, segundo se estima contará com a presença de mais de 2 milhões de fiéis em sua grande maioria jovens. A CNBB aguarda com grande expectativa a JMJ para colher seus frutos nos anos futuros, o tema desta Jornada será "Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28,19).

É muito simples demonstrar em passagens bíblicas que as atitudes da igreja católica não encontram amparo na Bíblia. Na Bíblia, santo quer dizer separado, separado do mundo e separado para Cristo; na Bíblia o caminho da santificação se percorre em vida e termina na morte do crente; na Bíblia não existe possibilidade de contato com os mortos - àqueles que enveredam por este caminho caem nas ciladas de Satanás; na Bíblia só existe um mediador entre Deus e os homens - Jesus Cristo! Contudo escrevi este texto com a motivação de analisar rapidamente o fenômeno religioso e não o aspecto bíblico de tais atitudes da igreja católica.

Abraço;

Rodrigo.


Usei as seguintes fontes como pesquisa:
Colunista internacional da Bandnews FM que escutei hoje pela manhã, dando a notícia da canonização de João Paulo II (10/01/2013)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/907426-joao-paulo-2-deve-ser-canonizado-em-tempo-recorde-diz-cardeal.shtml (Acesso em 10/01/2013)
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/joao-paulo-ii-e-beatificado-diante-de-1-milhao-de-fieis.html (Acesso em 10/01/2013)
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/beatificacao-de-joao-paulo-ii-e-passo-anterior-santificacao.html (Acesso em 10/01/2013)
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=288317 (Acesso em 10/01/2013)
http://www.rio2013.com/pt (Acesso em 10/01/2013)


9 de jan. de 2013

Ambientes Cansativos


Parte do meu TCC, apresentado na FABC e também na Teológica, adaptado para alguns dados mencionados no livro Dissidentes da Igreja de Alan Corrêa.

Estamos vivendo em uma sociedade sem tempo, está cada vez mais difícil conseguir um dia livre para o descanso e conseqüentemente para participar dos cultos regulares na igreja. Como prova disto a multiplicação dos cultos on-line[1]. Há algum tempo foi criada uma lei que autoriza os estabelecimentos comerciais trabalharem aos domingos[2], muitas empresas também tem expedientes produtivos aos finais de semana, infelizmente perdemos a cultura do final de semana - do período de descanso. Todo dia é dia de trabalho, “tempo é dinheiro”. Isto sem falar daqueles que trabalham e estudam, ou ainda daqueles que trabalham em turnos alternados, nestes casos as dificuldades são ainda maiores.

Diante destas dificuldades, muitos cristãos se vêem privados de cultuar nas reuniões regulares dos finais de semana. Sempre que possível estão presentes, porém nos ambientes legalistas estas pessoas são sempre julgadas em seu retorno como aqueles que estavam desviados, a mensagem do púlpito é dirigida a estes.[3] São os “bons filhos que retornaram a casa, que estavam mortos, mas ressuscitaram”. Agora vamos pensar... Quem disse que estavam desviados? Quem disse que estavam mortos? É possível que estes, que estiveram impossibilitados de frequentar a igreja em algumas reuniões, por alguns finais de semana, tenham buscado mais ao Senhor do que aqueles que sempre estiveram presentes (notem isto é um dado intangível), mas em seu retorno são julgados pelos que tiveram a oportunidade de frequentar assiduamente as reuniões e demais eventos.

Sabemos da necessidade de congregar as pessoas para adorar a Deus, de terem comunhão umas com as outras - sabemos, e lutamos por isso! Mas é triste perceber ambientes que nutrem uma teologia fraca, uma doutrina bíblica raquítica, que por meio da ida ao templo julgam as pessoas quanto a sua salvação e permanência no Senhor. Diversas pessoas acabam se afastando da igreja por não conseguirem, nunca, alcançar o padrão de freqüência exigido pela comunidade. Isto é muito comum, a abordagem ao sujeito que em determinada reunião ou festividade não pode estar presente, na maioria das vezes é a seguinte: “Sentimos sua falta ontem, você não veio, deixou de ser abençoado” Novamente... Quem disse que deixou de ser abençoado? Por que não perguntaram o real motivo de sua ausência? Por que não deram liberdade (sem fazer cara feia) para seguinte resposta: “por que estava trabalhando ou simplesmente porque não quis, fiquei com minha família!” Abordagens como estas esgotam e fadigam as pessoas.

O cenário citado acima demonstra uma contribuição negativa, presente nos ambientes legalistas. Ao aferirem a espiritualidade de seus membros pela frequência aos cultos e demais eventos da igreja estão, sem saber, contribuindo para o crescimento de um grupo denominado pelo escritor Alan Corrêa como “Dissidentes da Igreja”[4], nesta obra o autor explana com maior profundidade aspectos relacionados a um número crescente de pessoas que tem desistido de congregar.

[1] Cultos transmitidos ao vivo via internet.
[2] LEI Nº 11.603, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2007. In: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-
2010/2007/Lei/L11603.htm. Acesso em 11/2012.
[3] Depoimento de pessoas que passaram por este constrangimento.
[4] Corrêa, Alan “Dissidentes da Igreja. Entendendo e Defendendo a Igreja”. Editora Reflexão, 2012.

16 de fev. de 2012

Revolução Cultural

Ed René Kivitz

Acabo de ouvir Zigmunt Bauman por 30 minutos, em entrevista concedida a Sílio Boccanera, para o Programa Milêmio, da GloboNews.

Dos interessantes comentários a respeito do que Bauman chama de “revolução cultural”, tive alguns insights. Na verdade, dois. E ambos parafraseando o “penso, logo existo” de Descartes. Vivemos dias de “devo, logo existo”. Bauman disse que na sociedade capitalista quem não consome, não existe. Deixamos para trás a caderneta de poupança: “consiga o dinheiro e compre o que que quiser”, e migramos para o cartão de crédito: “compre o que quiser e depois consiga o dinheiro para pagar”. O resultado dessa mudança de paradigma de consumo é a dívida. Mudou o ditado. Antes se dizia “quem não deve, não teme”, hoje se diz “quem não deve, não existe”, pois quem não deve não interessa aos donos do crédito. E quem não interessa aos donos do crédito está alijado da sociedade.

Além de “devo, logo existo”, vivemos dias de “sou visto, logo existo”. Essa é a versão imposta pela tirania das redes sociais. Quem não tem twitter, blog, facebook está fora do horizonte de convívio social, cada vez mais virtual. A vida on-line substituiu a vida off-line. Vai crescendo o número de pessoas que deixam de existir assim que fecham seus computadores e desligam seus smartphones. Aliás, o mundo vai se enchendo de gente que jamais fecha o computador ou desliga o smartphone. Apavoradas com a possibilidades de não serem vistas, isto é, não receber comentários e recados no facebook, e não ver sua coluna de mentions do twitter crescer, as pessoas temem deixar de existir.

E Bauman conclui como somente os sábios: “não tenho capacidade nem conhecimento para avaliar o que isso significa nem como vai ser o futuro”. A entrevista se encerra com Bauman encolhendo os ombros e virando os beiços como quem diz “e agora, José?”.

Fonte: Blog Ed René Kivitz

2 de fev. de 2012

O que dizer?

O que dizer à uma sociedade que parece estar surda? Os indivíduos que a compõe se fecham cada vez mais em suas redomas de proteção, e para dentro destas redomas só levam o que julgam necessário.

Buscando momentos de serenidade e meios para apaziguar a alma e o espírito, muitos recorrem semanalmente a algum tipo de encontro religioso ou filosófico. É comum em todos estes certames a queixa de "Surdez Conveniente", ou seja, quando o ouvinte se torna seletivo e escuta apenas o que lhe agrada - nos demais momentos se   torna surdo por conveniência.

No ambiente Cristão este fenômeno também é observado, aliás com nitidez e contornos bem fortes. Em locais onde a Bíblia é pregada com integridade, coerência e parâmetros hermenêuticos sérios; aplicações profundas podem ser retiradas para vida, contudo para maioria dos ouvintes estas potenciais aplicações "entram por um ouvido e saem pelo outro".

O que dizer? Como alcançar? Podemos começar praticando, isso mesmo, praticando o que já recebemos e o que já aprendemos. Transformar as palavras em atitudes, a teoria em prática. Existe uma frase atribuída a muitos autores que diz: “Suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz.” Que tal demonstrarmos em atos o que já conhecemos em palavras?

Seria magnífico se as pessoas estivessem surdas devido as nossas muitas atitudes coerentes com nosso discurso. Mas é justamente o contrário que observamos. Palavras vazias, não aplicadas, geram surdez:

  • Surdez da incredulidade;
  • Surdez da hipocrisia;
  • Surdez da conveniência.

    O que dizer? Melhor não dizer nada, apenas ouça e pratique...

    Mateus 7.24 "Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. "

    Abraço;
    Rodrigo D. Silva

    24 de nov. de 2011

    Desiludido com valores e educação

    Quino, o cartunista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação. Deixou impresso no cartum o seu sentimento.

    Clique na imagem para ampliar.

    A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais.

    7 de nov. de 2011

    Reflexão: Sapatilha de Plástico.

    Segue uma reflaxão a partir da constatação de um absurdo, uma sapatilha de plástico que custa R$ 599,90.

    Vídeo:





    Aúdio em:
    http://www.4shared.com/get/-N6Q108_/Sapatilha_de_plastico.html

    Abraço;

    Rodrigo.

    4 de out. de 2011

    De Calvino.

    “Não julgaremos o nosso ofício como algo que possui limites tão estreitos, que, terminado o sermão, possamos
    descansar achando que concluímos a nossa tarefa. 
    Aqueles cujo sangue será requerido de nós, se os perdermos
    por causa de nossa preguiça, devem receber cuidado mais íntimo e mais vigilante”.

    Revista Fé para Hoje: "João Calvino e a Pregação das Escrituras" - Franklin Ferreira.
    O texto em: Editora Fiel

    2 de jun. de 2011

    Não se consegue odiar uma pessoal pela qual se ora


    Suponhamos que você tenha uma pessoa que, por alguma razão, não gosta de você, vira-lhe o rosto, faz comentários desairosos a seu respeito, trata-lhe como inimigo, persegue você. Você a encontra e no seu coração ecoa um grito silencioso por justiça ou até mesmo um desejo contido por vingança. Tais coisas, sem que, em algumas circunstâncias, se saiba por que, acontecem. Ainda perturbado, experimente orar por essa pessoa. Este é o tipo de oração que parece feita no vazio. Continue orando assim mesmo. Ore porque quer obedecer a palavra de Jesus Cristo: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mateus 5.43). Continue obedecendo, mesmo que a contragosto. Se você ficar firme, verá o que acontecerá. Quando encontrar essa pessoa de novo, a disposição do seu coração não será a mesma. Ela ainda é inimiga, mas você se importa menos com sua inimizade. Não se consegue odiar uma pessoa pela qual se ora. Se persistir orando, você ainda a amará.

    Experimente. Experimente a sabedoria de Jesus.


    Por Israel Belo de Azevedo

    11 de mar. de 2011

    Como fazer da profissão um sucesso.



    Mario Sergio Cortella (ca. 1954) é um filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em Educação (Currículo), além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP.
    Foi secretário municipal de Educação de São Paulo (1991-1992) e é autor, entre outros livros, de A Escola e o Conhecimento, Nos Labirintos da Moral, com Yves de La Taille, Não Espere Pelo Epitáfio: Provocações Filosóficas, Não Nascemos Prontos! e O que a Vida me Ensinou - Viver em Paz para morrer em Paz.


    Mais em: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4767906U8

    Até mais;
    Rodrigo D. Silva.

    3 de fev. de 2011

    Desejo versus Necessidade - O Sagrado.



    PASTOR RICARDO GONDIM

    Pastor da Igreja Betesda no Brasil. Mestre em Ciência da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Autor de diversos livros, dentre os quais Missão Integral: em busca de uma identidade evangélica, Direto ao ponto e Sem perder a alma.

    Ver também: http://simmlev.blogspot.com/2010/11/o-abismo-do-consumismo.html

    Até mais;
    Rodrigo D. Silva.

    27 de jan. de 2011

    Lei do Sentido Comum.


    Eu gosto de estudar as escrituras a partir do seu contexto, o que foi dito a partir do momento que foi dito, sua cultura, geografia e etc. Mas a práxis exige que eu transporte o ocorrido de 2 mil anos atrás para 2 mil anos a frente, e assim tirar lições para a necessidade e realidade de hoje.
    Karl Barth, teólogo protestante, chega a dizer que o cristão deve carregar em uma das mãos a Bíblia e na outra o jornal do dia. 
    Transportar um texto de 2 mil anos atrás para os dias de hoje, trazendo de uma cultura do oriente, para uma do ocidente, não é nada fácil, e pra ser fiel a essa tarefa eu preciso aprender a tirar uma planta de um vaso e planta-la em outro sem nunca desligar sua raiz do vaso anterior.

    Eu tenho dúvida se o que a bíblia quer dizer é mais importante do que o que bíblia diz, ou o que a bíblia diz é mais importante do que o que a bíblia quer dizer?

    O problema é que se eu ficar só no que ela diz talvez eu nunca deixe de navegar em águas rasas, enquanto que descobrir o que ela quer dizer é navegar em águas profundas, mas na verdade o que a bíblia diz "é um mar muito mais firme" do que o que ela quer dizer, afinal o que ela quer dizer na verdade pode ser o que eu quero que ela diga e é ai que mora o naufrágio.
    Enquanto tenho dúvida, vou ficando com o que ela diz, e se eu não me contentar vou buscar o que ela quer dizer no seu sentido mais comum, deixar que ela fale por si.
    Ficar com o que ela diz talvez não seja uma grande aventura nesse mundo onde tanta gente encontra tantos mistérios para o que ela quer dizer, mas vou ficar com o que ela diz mesmo assim, e fazendo isso me sinto como que dentro de um barco, seguro do naufrágio da eixegese, e se um dia eu tiver que dizer o que ela quer dizer, vou fazer isso a exemplo de Pedro " Senhor permita-me ir ter contigo"

    Por Alan Corrêa em http://leidosentidocomum.blogspot.com
    Acesso em 01/2011.


    Até Mais;
    Rodrigo D. Silva

    21 de jan. de 2011

    Para Pensar...

    “Deus não escolhe covardes destituídos de firmeza para pôr sua glória no rosto deles. Temos muitos homens feitos de açúcar, nos nossos dias, que se desfazem na corrente da opinião popular; mas esses homens nunca subirão ao monte do Senhor, nem permanecerão em seu santo lugar, nem usarão os símbolos de sua glória”.

    “A Sã Doutrina certamente jamais prevalecerá, até que as Igrejas sejam melhor providas de pastores qualificados que possam desempenhar com seriedade o ofício de pastor”.

    “O único homem chamado a pregar é aquele que não pode fazer outra coisa... Esse chamamento para a pregação pesa-lhe de tal maneira,... Que ele termina por dizer: Não posso fazer qualquer outra coisa, tenho que pregar”.
     

    Té mais;
    Rodrigo D. Silva

    5 de jan. de 2011

    Dentro do Espelho - Band News.

    Sempre que possível escuto as rádios CBN ou Band News. Recentemente escutei dois episódios bem interessantes do programa "Dentro do Espelho" feito pela colunista Inês de Castro. Decidi compartilhar, seguem abaixo para apreciação:

    "Desculpa" virou uma palavra "pau pra toda obra", usada em todas as situações:

    A internet é uma mídia que cada vez mais nos despe da boa educação:

    Fonte: http://bandnewsfm.band.com.br/colunista.asp?ID=37&pag=1

    Té mais;
    Rodrigo D. Silva