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9 de jan. de 2013

Lançamento do Livro Dissidentes da Igreja



Minha fala no dia 01/12 durante o lançamento do Livro Dissidentes da Igreja de Alan Corrêa:

O Dissidente da Igreja é alguém que desistiu de congregar, alguém que desistiu de participar da igreja institucional, alguém que desistiu de participar das reuniões regulares. Esta atitude a ele, dissidente, denota uma maturidade espiritual, mas pode também ser vista como uma demonstração de imaturidade. A decisão de não congregar, nasce a partir de alguma experiência negativa no ambiente de culto e convívio cristão, nestes casos os dissidentes poderiam, ao invés de desistir, se apresentarem como solução, suportando o outro em suas falhas.

No livro “Dissidentes da Igreja” o autor Alan Corrêa deixa claro que não é errado mudar de igreja. O que é investigado são as causas dessas mudanças, se são legítimas ou ilusórias. Escutamos muitas vezes frases do tipo: “A Maria se desiludiu com a igreja dela, e mudou para outra” ou “O Antônio se desiludiu com o pastor dele e mudou de igreja” (os nomes citados são fictícios). Achamos isto ruim, mas se analisarmos friamente, estar iludido também é ruim, portanto “se desiludir” aponta para uma busca da verdade. Quando esta busca é sincera, por um ambiente sadio de culto, de adoração, de doutrina bíblica, de teologia equilibrada, isto é positivo, bom, e tem seu lugar na vida do cristão.

O problema mais sério se apresenta quando estas mudanças se avolumam. Cristãos que não conseguem se fixar em nenhum local, que não criam raízes, não criam vínculos duradouros e assim acabam por desistir de congregar. Nestes casos cabe uma pergunta: “O problema está nos diversos ambientes por onde passou, e não conseguiu se fixar, ou no individuo?” Esta decisão drástica possui efeitos profundos na vida do cristão, sendo que o principal deles é a não utilização de seus dons e talentos na edificação do Corpo de Cristo e no serviço ao outro.
É triste ver que, segundo demonstrado no livro “Dissidentes da Igreja”, o número de cristãos que têm decidido “trilhar carreira solo” está aumentando a cada ano. Na obra o autor elenca sete fatores que têm contribuído para que “Igrejados” tornem-se “Desigrejados”, abaixo darei uma breve introdução a 3 destes fatores, mas recomendo a leitura do livro para que possam apreciar o estudo em toda sua profundidade.

Decepção / Decepcionados: Este fator está presente nos ambientes que colocam palavras na “boca de Deus”, ou seja, ambientes que lançam profecias e palavras de vitória indiscriminadamente sobre a vida de seus membros. Nestes casos os membros são encarados como clientes e não como ovelhas, e “vale tudo” para deixar o cliente satisfeito e fidelizá-lo à igreja. Contudo com o passar do tempo estas ovelhas percebem o engano, se decepcionam e acabam por aumentar o contingente de Desigrejados.

Abuso Religioso: A quem diga que para todo abusador religioso, existem aqueles que se deixam abusar. Ambientes em que o abuso religioso predomina são pesados, seus membros sentem-se como num Reality Show, ou seja, sendo observados a todo instante. Sentem medo de tomarem alguma decisão vá contra o pseudo-líder religioso, o “Ungido do Senhor” e assim acabem saindo de sua “Cobertura Espiritual” e isto lhes cause algum dano. Todo ambiente coercivo não produz frutos pela graça, mas sim pelo medo. Estes ambientes também contribuem para o crescimento dos Desigrejados.

Descartabilidade: Atualmente estamos conhecendo mais de perto um fenômeno chamado obsolescência, é um termo aplicado ao mercado de consumo, que determina em quanto tempo determinado produto se tornará obsoleto. Esta obsolescência pode ser instantânea ou programada. Um exemplo claro de obsolescência programada são os equipamentos tecnológicos atuais, por exemplo, podemos adquirir o celular mais moderno do momento, porém daqui a dezoito meses (segundo dados tecnológicos atuais) ele já será obsoleto e outro com o dobro de suas funções surgirá em seu lugar. Este termo que é próprio do mercado de consumo migrou para esfera dos relacionamentos humanos, hoje as amizades e os vínculos são superficiais, descartáveis, com o tempo tornam-se obsoletos... quando estes aspectos adentram à igreja acabam também por contribuírem para o crescimento de Desigrejados.

O quarto capítulo é uma “coluna dorsal” do livro, nele estes e outros fatores são tratados com maior profundidade. Sendo que os fatores abordados estão bem próximos de nossa realidade.
Mais uma vez parabenizo ao amigo e irmão em Cristo Alan Corrêa pelo projeto.

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Resposta a pergunta sobre pastores inacessíveis e igrejas emergentes:

Quanto aos pastores inacessíveis a igreja, podemos dizer que estes ambientes se assemelham muito a empresas e não a igrejas, empresas em que existe muita dificuldade de se conseguir um contato com o presidente ou com a diretoria. Fiz uma comparação com um dado presente no livro “E Deus criou a empresa familiar” que diz que as empresas familiares possuem 28% a mais de chance de obterem sucesso do que empresas outros tipos, o principal fator para esta vantagem em relação às demais é a proximidade que a presidência e diretoria das empresas familiares partilham com seus funcionários e colaboradores. Acredito que este modelo – não de liderança familiar na igreja, pois isso seria nepotismo – mas de proximidade com suas ovelhas e liderança deve ser imitado.
Quanto às igrejas emergentes, não tenho muita dificuldade, penso apenas na aplicação das ordenanças que constam na Bíblia, sendo a ceia e o batismo. Neste ponto uma colaboração do Pr. Maurício Abreu de Carvalho, mostrando que existem diversos tipos de igrejas, com liturgias das mais diversas, inclusive com outros nomes para suas funções, o fato é que acabamos por nos acostumar com um modelo padrão de igreja e liturgia.

1 de ago. de 2012

COMO FAZER UMA RESENHA


Resenha é um trabalho de síntese que revistas e jornais científicos publicam geralmente logo após a edição de uma obra, com o objetivo de divulgá-la. Não se trata de um simples resumo.

O resumo deve se limitar ao conteúdo do trabalho, sem qualquer julgamento de valor. Já a resenha vai além, resume a obra e faz uma avaliação sobre ela, apresentando suas linhas básicas, deve avaliá-la, mostrando seus pontos fortes e fracos.

A resenha pode ser de um ou mais capítulos de um livro, de uma coleção de livros ou até mesmo de um filme. Apresenta falhas, lacunas e virtudes, explora o contexto histórico em que a obra fora elaborada e faz comparações com outros autores.

Conhecida como resumo crítico, a resenha só pode ser elaborada por alguém com conhecimentos na área, pois sua elaboração exige opinião formada, pois além de resumir, o resenhista avalia a obra, sustentando suas considerações, deve embasá-las seja com evidências extraídas da própria obra ou de outras de que se valeu para elaborar a resenha.

"Se o resumo do conteúdo da obra não está bem feito, o leitor que não a conhece encontrará dificuldades em acompanhar a análise crítica. Se, por outro lado, o recensor se limita a relatar o conteúdo, sem julgá-lo criticamente, ele estará escrevendo um resumo e não uma recensão crítica. Finalmente, se ele não sustenta ou ilustra seus julgamentos com dados extraídos da obra recenseada, ele não dá ao leitor a oportunidade de formar seus próprios julgamentos".

De uma boa resenha devem constar:
1.       A referência bibliográfica da obra, preferencialmente seguindo a ABNT;

2.       Alguns dados biográficos relevantes do autor (titulação, vínculo acadêmico e outras obras, por exemplo);

3.       Resumo da obra, ou síntese do conteúdo, destacando a área do conhecimento, o tema, as idéias principais e, opcionalmente, as partes ou capítulos em que se divide o trabalho. Deve-se deter no essencial, mostrando qual é o objetivo do autor, evitando recorrer a detalhes e exemplos, com máxima concisão. Este momento é mais informativo que crítico, embora a crítica já possa estar presente;

4.       As categorias ou termos teóricos principais de que o autor se utiliza, precisando seu sentido, o que ajuda evidenciar seu approach teórico, situando-o no debate acadêmico e permitindo sua comparação com outros autores. Aqui não só se deve expor claramente como o autor conceitua ou define determinado termo teórico, mas já se deve introduzir críticas, seja à utilização ou à própria conceituação feita pelo autor [em uma resenha para revistas especializadas, esta parte pode ser dispensada, até por economia de espaço, mas é essencial em trabalhos de aula, em que o recensor é também aprendiz];

5.       A avaliação crítica, nos termos já referidos anteriormente no item 1. Este é o ponto alto da resenha, onde o recensor mostra seu conhecimento, dialoga com o autor e/ou com leitor, dá-se ao direito de proceder a um julgamento. Há vários tipos de críticas, mas destacam-se: (a) a interna, quando se avalia o conteúdo da obra em si, a coerência diante de seus objetivos, se não apresenta falhas lógicas ou de conteúdo; e (b) a externa, quando se contextualiza o autor e a obra, inserindo-os em um quadro referencial mais amplo, seja histórico ou intelectual, mostrando sua contribuição diante de outros autores e sua originalidade.

Atualmente quase todas as revistas científicas trazem boas seções de resenhas. Sempre é aconselhável ir a uma biblioteca e consultar alguns destes periódicos para observar atentamente como os mais destacados profissionais e pesquisadores da área as elaboram.

Finalmente, deve-se lembrar que o recensor deve preocupar-se com a obra em sua totalidade, sem perder-se em detalhes e em passagens isoladas que podem distorcer idéias. Deve-se certamente apresentar e comentar pontos específicos, fortes ou fracos do trabalho, mas estes devem ser relevantes. Nada mais deplorável do que uma crítica vazia de conteúdo, sem base teórica ou empírica, que lembre preconceito. Ou elogios gratuitos, que podem parecer corporativismo ou "puxa-saquismo".

Por: Prof. Dr. Pedro Cezar Dutra Fonseca

5 de nov. de 2011

Tipos de Argumentação

Acredito que é bom entendermos um pouco sobre os tipos de argumentações que existem. Principalmente para o ambiente cristão crítico que temos vivido, crítico por dois motivos, o primeiro é pelo fato deste ambiente se fazer "criticavel", e o segundo é porque a crítica está incorporada no cotidiano do chamado "cristianismo ético", pelo qual temos lutado.


Na base da pirâmide temos as argumentações que são mais rasas e podem até ser usadas como insulto.

Tenho observado em alguns vídeos pelo internet a utilização predominante das argumentações do tipo Ad-Hominem, Resposta ao tom e Contradição, poucos são os que conseguem ensaiar uma refutação ao ponto central.

Espero que esta imagem que encontrei no site Lendo.org seja útil para nossa fixação.

Até mais;

Rodrigo.

29 de nov. de 2010

Trabalhar e estudar ao mesmo tempo.

Você acaba de encontrar uma grande oportunidade: pode trabalhar em uma empresa e ir à faculdade para graduar-se em sua área de interesse. Porém, logo surge um grande problema: como conciliar o tempo para conseguir realizar todas essas atividades?

Eis aqui alguns conselhos para estudantes trabalhadores como eu, que precisam fazer muitas acrobacias, encontrando tempo para lidar com a correria desse alucinado e interessante estilo de vida.
  1. Seja organizado: Mantenha seu material escolar organizado e em um só lugar. Anote em sua agenda ou calendário as datas para entrega dos trabalhos e nunca deixe-os para a última hora. Se você cursa diversas disciplinas como eu (já cheguei a cursar 8 no mesmo semestre), considere a possibilidade de separar seu tempo conforme as exigências de cada uma;
  2. Crie um calendário flexível: Algumas partes de seu calendário não poderão ser movidas, como horários de aulas e de trabalho, isso é óbvio. Mas tente criar uma rotina em que você se adapte de forma que também possa ajustar caso apareçam outras coisas importantes. Como um estudante que trabalha, prepare-se para encarar novas tarefas, imprevistos e crises de trabalhos repentinos, os quais terá que fazer imediatamente;
  3. Controle o stress: O stress é um fator inevitável na vida de um estudante trabalhador, você terá que tentar “prevenir” o stress, mas acima de tudo, aprender a superá-lo. Para isso:
    1. Tenha horários de descanso: Isso também deve estar no seu calendário. Não caia naqueles pensamentos do tipo “Eu não preciso dormir hoje, posso adiantar isso aqui”. Isso vai acabar com você;
    2. Mantenha-se ativo: Faça alongamento, nade, corra, faça algum esporte. Manter um estilo de vida saudável ajuda a aliviar o stress e você ainda verá que quanto mais exercício fizer, mais fácil será lidar com os estudos e o trabalho;
    3. Viva: Não esqueça de aproveitar sua vida. Não fique angustiado por causa da intensidade de sua vida acadêmica e profissional. Guarde um tempo para desfrutar do mundo ao seu redor e apreciar suas relações sociais. Vá ao cinema, leia livros de assuntos diferentes, assista televisão. Nunca se esqueça de inserir em seu calendário essas coisas que fazem você se sentir vivo e o enriquecem como pessoa.
  4. Seja realista: Talvez realmente não haja tempo para tudo, por isso você deve identificar suas prioridades e não ficar se culpando caso não consiga terminar todas as tarefas para um determinado dia. Seja positivo e tenha em mente que você é um privilegiado por estar trabalhando e estudando: muita gente no mundo não tem nenhuma de suas oportunidades;
  5. Lembre-se do porquê de estar fazendo isso: Ao estudar e trabalhar ao mesmo tempo, você está enfrentando um desafio que a maioria das pessoas não se atreveria a enfrentar. Mas você também não enfrentaria se não tivesse boas razões para fazer isso. Não importa se seu desejo é uma grande carreira, uma família feliz ou simplesmente aprender. Quando pensar que “isso já é demais”, lembre de seus objetivos.
Conselhos úteis

  • Mantenha o trabalho e a escola separados: Não se preocupe com o trabalho durante as aulas e vice-versa, concentre-se no que está fazendo no momento;
  • Procure ferramentas on-line que possam lhe ajudar na organização do seu tempo: eu recomendo o Backpackit e o Google Calendar;
  • Pense mais e trabalhe menos;
  • Mantenha seus contatos: Como todas essas tarefas sua atividade social tende a decair. Tente manter contato com seus amigos e pessoas conhecidas, ao menos por e-mail.
Cuidado
  • Mantenha-se atento aos sinais que indiquem algum problema para a entrega de seus trabalhos e faça os ajustes necessários em seu calendário;
  • Estudar e trabalhar ao mesmo tempo não é uma tarefa para todos. Não permita que seus estudos atrapalhem seu trabalho, a não ser que viver desempregado não seja um problema pra você;
  • Nunca pare! Um semestre de férias parecerá uma boa idéia em algum momento, mas acredite, você pode nunca mais voltar. Por mais que esteja cansado, faça pelo menos uma disciplina que lhe seja interessante e participativa.
Dica para leirura: Existem cursos que exigem muita leitura, como Teologia, Direito, Filosofia, Letras, entre outros. Neste caso vale somar o número total de páginas a serem lidas no decorrer do semestre e dividi-las pela quantidade de dias em que você pretende finalizar as leituras, exemplo, 1200 páginas em 4 meses (1200/120 = 10) se ler 10 páginas por dia, em 4 meses trá lido 1200 páginas. Se cada livro tiver em média 240 páginas, é possivel ler 5 livros neste período. Repare que coloquei 4 meses, assim sobra uma folga para estudar para as provras de final de semestre. Disciplina é a palavra-chave!

Fonte: Lendo.org. Em 11/2010.

Abraço;
Rodrigo D. Silva.