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10 de jan. de 2013

A Globo, o Malafaia e um desabafo…



E nos vemos mais uma vez enamorados com a rede Globo.

Sinceramente, não conseguiria entender esse encanto, senão fosse o fato de avaliá-lo muito mais à luz da “persona”, no caso, o pastor Silas Malafaia, do que do segmento evangélico.

Estrategicamente, a TV sempre deu mais prejuízo do que lucro. Não anotamos um número significativo de vidas ou estruturas transformadas que citam um programa evangélico de TV como a sua gênese.

Muito pelo contrário, na TV, o segmento evangélico alcança seu pior estereótipo. E não é pelas personagens “crentes” caricatas nas novelas. Não. São os televangelistas que são nossa pior imagem pública. Eles, sim, e seus projetos pessoais de poder, caricaturas de uma triste realidade.

Duas semanas atrás o senhor Malafaia foi até a Globo e apertou a mão não sei de quem (me lembrei da hora em que o advogado Kevin Lomax, interpretado por Keanu Reeves aperta a mão do diabo, interpretado por Al Pacino em “Advogado do Diabo), “selou a paz” e firmou um “compromisso” entre nós, evangélicos e a emissora. Como pedido “fiel da balança”, solicitou um personagem evangélico que retratasse de fato quem somos.

Duas perguntas:

1. E quem somos? Um grupo formado por milhões de pessoas, que se agremiam nas mais diversas “denominações”, num país completamente diverso em sua identidade social, cultural e religiosa inclusive. Qual seria o retrato de um personagem “evangélico” de fato?

E, mais importante:

2. É a Globo, influenciada pelo sr. Silas Malafaia, que terá o poder de determinar o perfil do “bom evangélico”?

Por favor, sr. Malafaia (que nunca vai ler esse texto…). Quer falar, fale, mas fale em seu nome ou em nome de quem lhe deu procuração.

Também sou evangélico. Também sou pastor. Mas cansei de dizer que não sou como o senhor para pessoas que me conhecem sem ter o mínimo registro religioso que as dê algum discernimento para saberem que somos diferentes, que lemos bíblias diferentes, que vemos o mundo de forma diferente.

E se quiser vender-se para a rede Globo, venda-se, venda o que tem, mas não o que não possui.

Você é sim, infelizmente, uma voz evangélica com força pública, mas NÃO REPRESENTA OS EVANGÉLICOS, muito menos os detém.

Você NÃO FALA EM MEU NOME e nem em nome de outros milhões de irmãos evangélicos brasileiros, que tomam a sua cruz a cada dia e seguem o mestre Jesus de Nazaré.

No mais, senhoras e senhores, como bem diz meu amigo caipira Carlinhos Veiga:
“Nas contas que fiz, não sobrou nem um pouco. Ou eu sou ruim de conta, ou esse mundo tá louco.”

Vamos em frente.

27 de set. de 2011

Igrejas mídiaticas são pecadoras, diz teólogo Leonardo Boff


Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar no programa "É Notícia", exibido pela Rede TV! na madrugada desta segunda-feira, o teólogo Leonardo Boff falou sobre celibato, existência de Deus e criticou as igrejas midiáticas, católicas ou evangélicas.

"Eles continuamente pecam contra o segundo mandamento, que é usar o santo nome de Deus em vão e apresentam um cristianismo que é um pequeno Lexotan para acalmar as pessoas", diz o estudioso.

Boff foi sacerdote da Igreja Católica e ajudou a consolidar a Teologia da Libertação no país -- que em suma define a pobreza como um pecado e promove um engajamento social na construção de uma sociedade mais justa e solidária. Seus questionamentos a respeito da hierarquia católica, expressos no livro "Igreja, Carisma e Poder" foi alvo de um processo na Congregação para a Doutrina da Fé, sob a direção de Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI e que culminou em sua saída da Igreja.

Entrevista: Parte1 / Parte2 / Parte3

Fonte: Folha.com

26 de set. de 2011

Expo-Cristã movimenta 1 Bilhão de Reais.

"Não é pecado, não", diz José Luiz Batres, gerente-geral da Nova Vida, grife que vende capas customizadas para a Bíblia. Seu alvo é o público feminino: por R$ 34,99, a consumidora pode adquirir um modelo de couro sintético com estampa de zebrinha e suporte para celular.

Batres é um dos empreendedores de olho no próspero nicho religioso. "Também percebemos o que a modernidade chama-se mundo secular, né? pode trazer ao mundo evangélico."

Na 10ª Expo Cristã, é lucro o que a modernidade traz. Montada no Pavilhão do Anhembi, a feira de negócios voltada a evangélicos reúne mais de 500 expositores.

A expectativa da organização é movimentar R$ 1 bilhão em novos negócios (direta e indiretamente) até amanhã, último dia do evento, que estima público de 163 mil.

O leque de produtos é amplo. Em meia hora de caminhada, a repórter da Folha recebeu panfletos sobre cadeiras para bufê, poltronas "confortex", consórcio para igrejas (créditos de até R$ 300 mil), pacotes turísticos (de Aruba a Israel), stand-up comedy cristão, o parque de diversão Beto Carrero, filmes, gravadoras e as mais diferentes versões da Bíblia.

Para Eduardo Berzin Filho, presidente da Expo Cristã, o mercado começa a acordar para o poder de compra dos evangélicos.

Ele destaca pesquisa da organização Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes) que calcula o surgimento de 10 mil novos pontos de pregação por ano.

"Com que dinheiro essas igrejas vão ser construídas? Oferta!", afirma. Ele complementa, em seguida, que o lucro deve "ser revertido para obras de Deus".

Música e mercado editorial são "os que mais dão dinheiro", avalia Benzin Filho.

Para o pastor Jabes de Alencar, da Assembleia de Deus, "só uma pessoa ignorante" acha que "fé e lucro não podem caminhar do mesmo lado". "A pessoa está dizendo que quem tem fé é alienígena. Mas são pessoas que comem, vão ao banheiro, ao restaurante, vestem, consomem."

Fonte: Folha.com

13 de set. de 2011

MP denuncia Edir Macedo por lavagem dinheiro e evasão de divisas.

Líder religioso ainda foi denunciado por formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato.

O bispo Edir Macedo Bezerra, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), e outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a IURD. 

Os três dirigentes da igreja denunciados são o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. 

Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da Iurd, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005. 

Segundo a denúncia do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis da Iurd, com o "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela Igreja". 

Os quatro também são acusados do crime de falsidade ideológica por terem inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da Iurd composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática era ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos, qual seja, a Iurd. 

O Procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira também encaminhou cópia da denúncia à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Iurd.

Fonte - Jornal Zerohora

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Edir Macedo Bezerra, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), e outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a IURD.

Os demais denunciados são o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa, todos ligados à IURD. Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da igreja, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos entre 1999 e 2005 através de uma casa de câmbio paulista.

A denúncia do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira afirma que o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis, por meio do “oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela Igreja”.

Os quatro são acusados do crime de falsidade ideológica, por terem inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da IURD composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática era ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos:  a igreja.

O Procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira também encaminhou cópia da denúncia à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Iurd.

Uma das testemunhas da investigação do Ministério Público, que resultou na denúncia à Justiça contra Edir Macedo acusa a cúpula da IURD de receber doação de um ladrão de banco com conhecimento de que o dinheiro era fruto de um crime. Ao MPF, o lavador de carros Edilson Cesário Vieira reforçou o que havia denunciado ao Ministério Público estadual. Ele relatou que em dezembro de 2006 presenciou um homem, que se apresentava como “Alexandre”, entregar R$ 200 mil aos bispos Edir Macedo e Romualdo Panceiro, apontado como número dois da instituição.

O encontro teria sido no 4o andar do templo da Av. João Dias, em São Paulo. Em 11 de maio de 2010, em depoimento aos promotores Everton Luiz Zanella e José Mario Buck Marzagão Barbuto, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Edilson disse que a quantia doada por “Alexandre”  para a Universal é “proveniente de um crime de roubo ao Banco do Brasil, mas não sei agência ou endereço”. No dia 26 de agosto, Edilson prestou novo depoimento, para o procurador Sílvio Oliveira, e declarou que o homem que havia sido mostrado na televisão ao ser preso no dia 24 era a pessoa que havia doado o dinheiro, em 2006.

A quantia teria sido entregue ainda com lacre do banco. A Secretaria de Segurança havia divulgado que o preso, Antônio Reginaldo de Araújo, participara do assalto ao Banco Central de Fortaleza em 2005, mas a informação foi negada pela Justiça Federal do Ceará.

O advogado da Universal, Antonio Sérgio de Moraes Pitombo, disse ontem que a igreja só vai se manifestar depois que souber o teor da denúncia do Ministério Público Federal.

No documento do MPF, Edilson é citado como uma das vítimas das “práticas ardilosas” da igreja para iludir fiéis. Edilson frequentou a igreja entre 1997 e 2008: — Fui enganado. Percebi que estava todo endividado

Fonte: Pavablog

29 de nov. de 2010

Combater sempre! Mas com inteligência e equilíbrio.

"A igreja passou a ter uma pregação de combate à teologia da prosperidade, sempre! Existe o risco de que a pregação do evangelho simples seja esquecida"

Nestes últimos anos os ambientes mais conservadores e históricos da igreja cristã tomaram um grande choque. Primeiramente observando o enorme crescimento do movimento pentecostal com sua dinâmica voltada para ênfase nos dons espirituais, muitas vezes em detrimento a própria necessidade do cultivo do fruto do Espírito na vida da igreja (Gl 5.22). Em segundo lugar com o crescimento rápido do neo-pentecostalismo com suas "sacadas" para o marketing gospel. Levados rapidamente por ventos de modismos evangélicos, fazendo sempre o gosto do freguês (Ef 4.14).

Os danos causados pelo pentecostalismo exacerbado, bem como pelo neo-pentecostalismo são bem conhecidos. Vão desde louvor ao mérito humano na busca pelos dons do Espírito, até as teorias mais absurdas de unção e “cobertura espiritual” já ouvidas. Entre os extremos existem outros fatores igualmente ruins, tais como, a exploração financeira dos fiéis, técnicas de abuso religioso, a teologia da criança birrenta (quero agora! e do meu jeito!), o mau-caratismo dos líderes e a falta de compromisso com a Bíblia que se traduz numa superficialidade cristã. Entre outros...

Em face destes problemas faz-se necessário uma voz contrária, que traga novamente a essência do cristianismo verdadeiro e bíblico. Este contraponto tem sido feito pelos setores conservadores, históricos, histórico-renovados e bíblicos da igreja cristã. Uma voz que se levanta com tom de revolta, em outras ocasiões com tom de tristeza e ainda com tons de grande angustia dada a situação em que a igreja cristã moderna se encontra.